Comunicação assertiva não é sinônimo de grosseria
Convicção e gentileza. Sim, é possível, mesmo que pareça improvável para alguns.
Comunicação assertiva é quando você consegue dizer o que pensa sem se transformar em um ogro emocional ou em uma almofada para os outros pisarem. É aquele equilíbrio mágico entre ser claro, direto e, pasmem, respeitoso. Parece óbvio, né? Mas o mundo está cheio de gente confundindo "assertivo" com "grossura pura e simples".
O líder de verdade não precisa gritar para ser ouvido (apesar de que alguns ainda acham que é isso que inspira respeito). O que ele precisa mesmo é dominar a arte de fazer com que suas ideias sejam ouvidas sem soar como uma sirene de ambulância. Dá pra ser firme sem ser insensível, sabia? Mas, claro, isso exige um mínimo de empatia – e um pouco de esforço. Para alguns, parece mais fácil subir o Everest de costas do que considerar o ponto de vista do outro.
E aí entra a empatia, a habilidade subestimada de tentar entender o que a outra pessoa sente ou pensa. Não é só uma firula emocional – é um dos segredos para liderar sem que as pessoas te odeiem no processo. Empatia cria confiança, e confiança é aquela cola mágica que faz tudo funcionar. Ou você pode continuar achando que mandar todo mundo calar a boca também dá certo. Sinto te informar: não dá.
Então, da próxima vez que você se encontrar liderando ou lidando com uma conversa difícil, aqui vai uma dica de ouro: tente não ser nem um tirano nem um capacho. A combinação de firmeza e gentileza é mais poderosa do que parece. E, com sorte, as pessoas até gostarão de trabalhar com você. Porque, vamos combinar, ser assertivo é uma coisa. Ser insuportável, outra bem diferente.
Livro inspiração:
Nunca vi um homem preguiçoso; já vi um homem que nunca corria enquanto eu o observava, e já vi um homem que às vezes dormia entre o almoço e o jantar, e ficava em casa em dia de chuva; mas ele não era preguiçoso. Antes que você me chame de louca, pense: ele era preguiçoso ou apenas fazia coisas que rotulamos de “preguiçosas”?
Nunca vi uma criança burra; já vi criança que às vezes fazia coisas que eu não compreendia, ou as fazia de um jeito que eu não planejara; já vi criança que não conhecia as mesmas coisas que eu; mas não era uma criança burra. Antes de chamá-la de burra, pense: era uma criança burra ou apenas sabia coisas diferentes das que você sabia?
O que alguns chamam de preguiçoso outros chamam de cansado ou tranquilo; O que alguns de nós chamamos de burro para outros é apenas um saber diferente. Então, cheguei à conclusão de que evitaremos toda confusão se não misturarmos o que podemos ver com o que é nossa opinião. E, por isso mesmo, também quero dizer que sei que esta é apenas minha opinião.
Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. - Marshall Rosenberg.





